• 21 julho, 2020

Gentileza e Empatia3 min

Filósofos antigos acreditavam que a gentileza é uma habilidade nata do ser humano. Na visão deles, agimos de forma mais agressiva apenas quando a sociedade nos corrompe. Pensadores mais modernos, no entanto, acreditam no contrário: somos naturalmente brutais e temos de aprender a ser gentis.  Na The School of Life, concordamos que a arte de ser gentil demanda aprendizado. Entendemos, ainda, que essa habilidade tem uma estreita relação com a empatia.

No fundo, todos nós queremos ser gentis. A gentileza nos conecta às pessoas e nos remete à sensação de propósito no mundo, além de ser muito útil para os negócios.  No entanto, trata-se de uma habilidade muito negligenciada. Muitos de nós não somos sensíveis o suficiente para perceber o que está acontecendo com as pessoas com as quais estamos tentando estabelecer contato, ter melhor relacionamento ou desenvolver uma ação ou um projeto.

Tudo seria mais possível se conseguíssemos:

Agir com empatia

O processo de construção da gentileza em nossas vidas envolve escuta e curiosidades. Não podemos esquecer, porém, de uma ferramenta fundamental: a empatia. Afinal,  é ela que nos permite avaliar as pessoas, as situações e os acontecimentos pela ótica do outro. Essa iniciativa nos deixa mais propensos a tratar quem está ao nosso redor de uma maneira mais gentil ou, no mínimo, mais justa.Ter cuidado com o tempo

Há, no entanto, um fator que nos impede de sermos mais gentis e empáticos: o tempo. É muito difícil agirmos com gentileza e avaliar as situações pela perspectiva do outro quando nos deixamos levar pela correria da vida moderna, mesmo nessa quarentena, quando, em tese, deveríamos estar mais desacelerados.

A boa notícia é que podemos fazer algo com relação a isso. Comece definindo o que realmente importa na sua vida. Esse é o momento para identificar o que você não quer ou não precisa manter. Isso nos libera tempo para fazer coisas que nos agradam e nos fazem sentir vivos. Esses momentos de realização podem estar relacionados, por exemplo, a ler um livro e participar de encontros virtuais, além de ser gentil com os outros.

Ser gentil conosco

Frequentemente, somos gentis com os outros – ou tentamos ser -, mas nem sempre temos esse mesmo cuidado conosco. Podemos iniciar essa prática prestando mais atenção à linguagem da voz interior que usamos para criticar a nós mesmos. Com treino, é possível deixá-la mais suave e fazer com que ela nos ajude a descobrir diferentes formas de superar desafios do dia a dia.

Fazer uma curadoria das nossas lembranças

Na The School of Life acreditamos que a gentileza e a empatia são habilidades possíveis de serem aprendidas, com potencial para virarem hábitos. A ideia é que, com o tempo, a pratiquemos de uma maneira natural, sem planejamento. Nesse contexto, manter as lembranças das gentilezas que recebemos pode nos lembrar de sermos gentis com mais frequência.

Fonte: The School of Life  16/05/2020