• 30 janeiro, 2021

Exame aumenta chance de sucesso da fertilização in vitro (FIV)2 min

Criada na década de 70, a fertilização in vitro já viabilizou o nascimento de cerca de 8 milhões de crianças. 

Para aumentar as chances de sucesso do procedimento, a realização da Triagem Genética Pré-Implantação (PGT-A) é fundamental. O exame analisa o material genético do embrião antes de ser transferido ao útero, permitindo a escolha do que está livre de alteração cromossômica.

O PGT-A é recomendado principalmente para mulheres acima dos 35 anos, para aquelas que já sofreram abortos espontâneos no estágio inicial da gravidez, não tiveram êxito em outras fertilizações ou tiveram casos de anomalias em gestações anteriores.

O teste usa um moderno método de sequenciamento de nova geração (NGS) de DNA, que permite a análise dos 24 cromossomos de forma bastante precisa, detectando ganhos ou perdas de material cromossômico. O resultado do PGT-A sai em até sete dias corridos. Com o laudo em mãos, médico e paciente passam a saber detalhes sobre os embriões e quais deles devem  ser transferidos e, assim, alcançar a tão sonhada gravidez.

Cenário brasileiro

No Brasil, a primeira pessoa concebida pela técnica nasceu em 1984 e de lá para cá, o país se tornou o líder no ranking latino-americano entre os países que mais realizaram o procedimento, segundo a Rede Latino-Americana de Reprodução Assistida.

De acordo com o 13° Relatório do Sistema Nacional de Produção de Embriões (SisEmbrio), produzido com dados de 2019, o número de ciclos de fertilização in vitro, que ocorre quando a mulher recebe estímulo para produção de óvulos para retirada posterior, vem crescendo no Brasil ao longo dos anos. Em 2019, foram realizados 43.956 procedimentos, o que representou um crescimento de mais de 800 ciclos em relação ao ano anterior. 

O estado de São Paulo foi o que mais realizou o procedimento, chegando a 21.162, o que representou 48% do total, seguido por Minas Gerais (4.312) e Rio de Janeiro (4.095). No mesmo período, foram ainda congelados 99.112 embriões e registradas 25.210 transferências para os úteros das pacientes. 

FONTE: Blog HIAE