• 25 agosto, 2020

Donos de nossas histórias2 min

Começamos na superfície, cada um com suas visões de mundo, bagagens e expectativas. Uns, iniciaram esta Jornada interna junto com as aulas do curso, outros deram o passo um pouco antes, enquanto reviravam muitos sentimentos na tentativa de se abrirem para um novo começo, revendo suas percepções para trazer um novo olhar sobre a vida. Qual é o nosso propósito de vida? E qual o lugar que habita o equilíbrio interno e o nosso amor próprio?

Era final de junho, inverno, os nossos corações buscavam por respostas. Iniciamos a nossa jornada cada um com sua bagagem, mas conhecimento prévio nenhum poderia nos preparar para dar o salto. Foi preciso coragem e abertura para deixar-nos ser conduzidos por estes quatro dias de caminhada e conhecimento. Coragem para nos despirmos das ideias pré-concebidas, das cascas protetoras das nossas formações para, enfim encontrarmos através da escrita amorosa, um primeiro passo para buscar quem verdadeiramente somos.

Quis o destino que a programação mudasse e mergulhássemos na crise e nas suas múltiplas facetas, explorando-as, quem sabe, como oportunidades. Depois concluímos que o acaso, às vezes, age com perfeição. A crise abriu espaço para a superação, colocando em perspectiva os nossos medos e as ferramentas necessárias para superá-los. Buscamo-nos, perdemo-nos e nos reencontramos tantas vezes ao longo naqueles dias de curso, tudo feito para que pudéssemos enfim contemplar os nossos propósitos.

Somos donos de nossas histórias

Não foi fácil e nunca é. Encontrar o nosso verdadeiro interior e nos apropriarmos dele faz de cada pessoa um ser único e capaz de modificar tudo ao redor. Somos mutáveis, distintos, incompletos em sua finitude, mas na procura incessante por evolução, mesmo que seja a passos pequenos e lentos.

O fio condutor deste curso desmembrou em muitas histórias, relatos e respostas, onde o que poderia ser o fim, tornou-se um lindo recomeço. Terminada a aula, não conseguimos desligar, ficamos totalmente entregues àquele intenso momento entre professores e alunos, tentando expressar em palavras o turbilhão de emoções que vivenciamos neste encontro.

Hoje, enquanto refletíamos sobre os últimos dias, levantamos nossas taças comemorando as libertações e por termos chegado tão longe. Vimos em cada lar toalhas coloridas pintadas à mão, peças de cerâmica lindamente esculpidas, quadros que já testemunharam toda forma de emoção. Cada canto adornado com flores da estação. Velas acendiam ideias e acalentavam os nossos corações. Tal liberdade pode ser celebrada porque nos enche de orgulho o caminho que trilhamos, e então surge a percepção de que podemos ser inteiros e exatamente como somos. E a partir disto, optamos por escolhas mais concretas de quem ainda queremos nos tornar. Hoje brindamos porque sabemos que somos donos de nossas histórias e nossas vidas estão em nossas mãos.

Fonte: Vida Simples 14/08/20