• 8 setembro, 2019

Como usar as finanças para fortalecer o casamento4 min

Confira algumas dicas para melhorar a relação quando o assunto é dinheiro.

Entre tantos assuntos para compartilhar, são raros os casais que gostam de conversar sobre dinheiro. Só que ter uma boa comunicação sobre as finanças –pessoais ou da casa– é crucial para a saúde de um relacionamento.

Mesmo quando existem problemas, como dívidas ou renda insuficiente, falar sobre isso é ainda mais importante, pois é uma oportunidade de resolver a questão em dupla e fortalecer a confiança de que juntos é possível melhorar e crescer.

Para aprofundar a relação nesse sentido e evitar discussões e problemas, o NBC News Better traz quatro dicas para os casais usarem o dinheiro a seu favor –e não contra seu relacionamento.

Para discutir o que fazer em dupla com o dinheiro, vale até mesmo marcar um “encontro financeiro” Para discutir o que fazer em dupla com o dinheiro, vale até mesmo marcar um “encontro financeiro”

Falar sobre as dívidas –e pagar junto

Para os recém-casados Moriah e Rolf Sollie, ter uma visão conjunta dos objetivos financeiros para o futuro significa assumir juntos os desafios do presente. Para isso, eles somam seus salários e têm dois compromissos fixos: pagar a dívida de Moriah com a faculdade para que ambos possam contribuir com 15% de seus salários para poupar para a aposentadoria.

Além disso, eles também fazem juntos um fundo de emergência para as despesas da casa e depois usam o restante da renda para gastar no mês. Apesar de eles terem comportamentos bem diferentes –Moriah é gastona, enquanto Rolf é econômico–, eles se aproximam ao fazer planos em comum. Mesmo com uma dívida para pagar, Sollie diz que dinheiro não é um problema para eles. “O que desequilibra as coisas é a falta de comunicação sobre quanto cada um gasta”, conta.

Fazer um encontro financeiro
Como as pessoas em geral não gostam de falar de dinheiro, muitos assuntos financeiros acabam ficando pendentes e nunca são discutidos até o fim. Como o pior momento para falar sobre isso são os momentos de conflito, o ideal é discutir as finanças quando tudo está bem.

Por isso, a consultora financeira Ashley Gerstley propõe fazer um encontro financeiro, ou seja, uma ocasião dedicada a passar a limpo todas as questões pendentes sobre dinheiro –desde uma taxa que está alta demais até uma assinatura que precisa ser cancelada. Anote tudo na agenda e discuta nesse encontro. E aproveite a ocasião para conversar sobre o que vocês querem fazer com seu dinheiro, como podem gastar menos com algo que esteja incomodando, por exemplo.

Conversar sobre valores

Nem sempre é o dinheiro a raiz de uma discussão. Afinal, a relação que cada pessoa tem com ele depende muito de sua experiência de vida. Por isso, a dica de David Baughier, que tem um blog de finanças, é puxar conversas que nos permitam entender como o outro pensa e quais são seus valores. “É aí que você vai encontrar as maiores diferenças quando se trata de dinheiro”, diz.

Os problemas vão começar quando o casal não se mostra disposto a alinhar valores diferentes. Se um gosta de viajar e o outro prefere o conforto do sofá, por exemplo, vai ser preciso dialogar bastante para encontrar caminhos que contemplem a ambos. “O desafio vem quando um dois é teimoso demais ou se um dos parceiros valorizar as viagens mais do que o amor que sente”, diz Baughier.

Fazer planos de longo prazo

A engenheira Katie Patterson casou-se jovem, aos 19 anos. Assim que se formou, começou a trabalhar e a guardar dinheiro para a aposentadoria, coisa que seu marido não fazia. Eles financiaram a compra de uma casa, mas no resto divergiam em quase tudo. Para ela, tirar férias era uma prioridade, mas ele não queria gastar o dinheiro.

Enquanto ela poupava, ele não sabia muito bem como direcionar sua carreira. “Não me importei de apoiar isso por um tempo, mas eventualmente me cansei”, conta Katie. Três anos depois de comprar a casa, eles se divorciaram. Para ela, a lição que fica é a de escolher alguém que tenha objetivos de longo prazo que se conciliem com os dela. “Foi aí que falhamos”, diz. “Agora quero trabalhar duro para poder desacelerar quando chegar aos 60 anos.”

FONTE: Viva Longevidade